Humor ...


Às vezes, ao arrumar livros, ou ao folheá-los, encontro papelitos amarelecidos de papel de jornal, que datam de um tempo de que mal me recordo. Muitos são de anedotas da época, daquelas anedotas que qualquer cavalheiro  poderia contar junto de qualquer público, incluindo as senhoras.
Achei interessante e resolvi aproveitá-la como tema desta mensagem.
 E transcrevo.
«Esta vem da América. E é de uma ironia que atinge as raias do sangrento, o que se pode chamar humor negro.
Uma noite, o presidente Nixon, vergado pelos problemas que tem às costas - guerra do Vietnam, desemprego, inflação, deficit do orçamento, agitação racial, contestação estudantil, droga, criminalidade - errava pelos corredores da Casa Branca. Deparando com o retrato de Abraham Lincoln resolveu dirigir-se.lhe:
 -  Tenho necessidade dos seus conselhos. Você também teve muitos problemas. Que é que eu devo fazer?
Lincoln debruçou-se com suavidade e, numa voz doce, aconselhou:
 - Vá ao teatro.
Como é sabido, foi num teatro que Abraham Lincoln foi assassinado em 1865.»

Sorri... Humor negro era então isto?...
Então a virulência acutilante que é a pedra de toque das selectas sociedades em que vivemos, com os políticos a darem o exemplo na violência da sua verborreia de uns para com os outros;  os filmes e series onde se mata por desporto, senão por brincadeira; as famílias que se violentam por actos, palavras e um sem número de acções que as arrasta ao crime... perante isto, ir ao teatro é, neste contexto, um conselho quase angelical para um presidente americano tão pouco conceituado como foi Nixon. Corresponde, afinal, ao nosso portuguesíssimo "Ora vá-se matar" ... e não chateie. Bom, esta última parte acrescentá-la-ia eu, porque estes homens da política não se enxergam mesmo. 


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