Corrida a cortina sobre a manhã,o céu azulíneo era luz e farrapos algodoados de leves nuvens.
Não corria vento e os castanheiros ofereciam preguiçosamente ao sol o verde das suas folhas denticuladas, tom estranhamente forte dado o adiantado da estação, em estado dum quase enamoramento.
Fujo do sol que me fere os olhos ainda piscos não só do sono como da escuridão em que o quarto estava mergulhado.
E o dia começa com os ritos matinais em que pegar no trabalho é um deles.
A meio das tarefas nota-se algo de estranho: apagou-se a luz. Espreito a rua e as sombras das árvores são imperceptíveis no cinzento da estrada. Como se entende que, a meio do dia, se precise de luz artificial para se poder trabalhar?
Para almoçar nem por isso, que as mãos conhecem a direcção da boca...
***
Pensamento de mais um dia que ameaça chuva:
«As opiniões são como os narizes: todos temos um, mas ninguém tem o direito de esmurrar o nariz alheio!»
H. G. de Andrade
Dado que se iniciou mais uma etapa da novela futebol-ataques na academia de Alcochete, pareceu-me assaz apropriado.


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