Nas covas, nos socalcos dum tempo da memória, afundo-me, quase sempre distraída.
Em breve, porém, há uma carga feroz de malogradas emoções possuídas de vontade própria que logram soltar-se, libertas de regras que selam todo um tempo que passou. Algumas agridem-me como bofetadas, com uma intensidade que há muito não julgava possível.
Rechaço-as por vontade. Cubro-as com terra sem adubo. Às vezes lanço-lhes flores brancas. Sempre brancas. Toda a cor esbateu-a o tempo, a distância de mim, a fuga forçada ao sol e ao calor.
E fico inerte. Entorpecida.
E ficam fantasmas do pouco ou muito espaço do devir.

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