Encontrei uma pequena frase num papel que caiu de um livro.
Estava em francês e assim o reproduzo:
La meilleure façon d' aimer une personne
c' est de ne jamais oublier
qu' on peut la perdre à tout moment.
Dei comigo a pensar que era o que sentia e pensava. Se o amor é universal, e o único sentimento que embeleza a vida, tinha que arranjar tempo para o tempo, e não ignorar os amigos para não acontecer ter de perdoar-me de, algures, os ter perdido.
Sobretudo quando se sabe que é o único sentimento que tende para infinito, é necessário atacar o nosso egoísmo e pensar mais nos outros e menos em nós
E acontece que nos damos conta que, quando há amor verdadeiro, este se responsabiliza pelo objecto desse sentimento ímpar que serve para crescermos juntos.
On dit qu' on oublie, mais on ignore qu' íl y a des liens qui ne font que grandir de plus en plus, même quand on ne le veut.
Pensei tudo isto. Ou no essencial. E senti a força de escutar coração e pensamentos. Então obriguei-me e pôr de lado mil e um afazeres que costumam saltar da minha cabeça para as mãos cansadas e depauperadas por muitos e variados trabalhos ao longo duma vida, numa idade em que me reconheço naturalmente fragilizada. Considerei também que nunca me perdoaria se perdesse amigos que me importam, sentindo-me lúcida o suficiente para os reconhecer enquanto tais.
Com os amigos, por mais afectuosos, leais, inteligentes, parece, por vezes, que não falamos a mesma língua.´Contudo os seres vivos precisam de ritos: as plantas de ciclos; os animais vivê-los, suportá-los e os humanos fidelizá-los e compreendê-los se tiverem que aceitar a perda mais irreparável.
Amor, amizade, ternura, carinho poderão quebrar-se num infinito?Não sei.
Porém considero que a realidade da morte, na natureza sempre a renovar-se neste universo constituído por pura, variada energia, não passa de uma ilusória aparência, que nenhum ser humano, por mais sapiente, conseguiu explicar ainda na multiplicidade e complexidade das suas implicações.


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