As «nossas» toutinegras de plumagem cinzenta, cabecinha preta, penas da cauda dum vermelho alaranjado e bico amarelo, vão este ano na segunda ninhada. Estão, nesta altura, na azáfama de criar os filhotes apesar da canícula que por aqui se faz sentir.
A foto acima reporta à ninhada de quatro filhotes no ano de 2015. No ano seguinte, apareceram na primavera, mas não nidificaram, pelo menos neste abrigo para alfaias e nesta prateleira. Só este ano regressaram e esconderam-se no bocal dos jarros de plástico azul arrumados nessa mesma prateleira. Vêem-se mal os filhotinhos, mas escutam-se bem, sempre ansiosos por comida. Se os pais se aproximam, e nós os vemos chegar, fugimos pois são desconfiados e nunca forçamos a nossa presença...
Espreito-os como posso, para os apanhar na sua faina diária, mas são tão rápidos que só consigo perceber o ruído que fizeram ao cortar o ar... E o som característico e imperativo que faziam na primavera, talvez devido ao calor, converteu-se em silêncio agora. E só vejo um deles afadigado a trazer o alimento e não os dois, como era hábito.
Preocupo-me. Será que um deles morreu?...
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