Há uma semana, festejou-se o Dia Mundial do Teatro.
Calhou encontrar nos arquivos de variada índole que atafulham estantes, e forram gavetas, um retalhito de prosa bem-humorada que evoca interesses de familiares, ou mesmo de conhecidos, de há muito desaparecidos de entre nós, ainda que presentes nas nossas recordações... e que ando há dias para transcrever, dado ter-lhe encontrado um certo encanto.... assim como um sorriso do passado onde não estivemos, pois não foi nosso.
IR AO TEATRO
«Vem da América, esta anedota, e é de
uma ironia que atinge as raias do
sangrento, e a que se pode chamar
humor negro.
Uma noite, o presidente Nixon,
vergado pelos problemas que tem
às costas - guerra do Vietname, desemprego,
inflação, deficit do orçamento, agitação
racial, contestação estudantil, droga,
criminalidade - errava pelos corredores
da Casa Branca. Deparando com o
retrato de Abraham Lincoln, resolveu
dirigir-se-lhe:
-Tenho necessidade dos seus conselhos.
Você também teve muitos problemas.
Que é que eu devo fazer?
Lincoln debruçou-se com suavidade e,
numa voz doce, aconselhou:
- Vá ao teatro.
Como é sabido, foi num teatro que Abraham
Lincoln foi assassinado, em 1865.»
*** Concluí pelo texto acima transcrito, que ainda não tinha vindo a lume o relato das célebres escutas conhecidas posteriormente como escândalo Watergate - raiz do afastamento de Nixon. A teatrada então gerada ao nível da sociedade americana e do mundo irá apeá-lo, sem dó nem piedade, da cena política.
E fica-se a pensar como o grosso da sociedade americana de hoje quase nem reage aos dislates infantis, megalómanos e provocadores de Trump...
Algo vai mal por aquelas bandas.
E não só.

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