Deixar correr a caneta... ou fazer o gosto ao dedo sobre o teclado.
Entediada, vou escrevendo o que me vem à cabeça,
Perdoem e não leiam.
Se continuarem a leitura, porém, espero ser entendida.
Há muitas mensagens que interessadamente leio a cada dia e não comento, não por não me parecerem interessantes ou serem de interpretação difícil, mas porque esbarro em razões ou motivações centradas num objectivo que me soa estranho, por não me julgar com valências para com ele me identificar. Razão que me silencia mais do que falo.
Quem sou eu para comentar?...
As folhas brancas de um qualquer caderno, não interessa se grande ou pequeno, são minhas confidentes desde que me conheço por gente. Nelas reflicto, com elas dialogo com alguém ou comigo, me lastimo, me alegro, me entristeço ou me revolto.Por vezes, de um desses excertos, nasce um verso ou um outro texto qualquer...
Raramente fantasio. Comecei, de tamanhinha, a saber distinguir sonhos de realidades cruas e duras, tendo cedo aprendido a distingui-las dos sonhos, sobretudo aqueles que ficam sempre muito aquém do imaginado.Se passíveis de realização terão sempre de ser o resultado de grande empenho pessoal. Sonhos sem pés para andar sempre os coloquei num alto pedestal, inspirados que eram por deuses completamente indiferentes aos anseios de pobres mortais.
Assim, bem cedo me proibi de sonhar, mas fiz por rentabilizar esforçadamente talentos inatos e natos para alcançar uma meta.
Sofro com o sofrimento de tudo o que amo.Sofro mais ainda se nada sentir ao meu alcance para conseguir ajudar. Dispo-me de preconceitos, de juízos vãos, tentando ser objectiva. Não por crueldade ou indiferença, mas para conseguir o melhor desempenho.
A minha incompreensão ou aceitação aparentes prendem-se com a minha forma de não deixar cair na vulgaridade todo e qualquer comentário fútil ou maldoso sobre um sentimento ou pensamento que me sejam caros ou me definam, a mim ou outro, enquanto pessoas.
E a forma honrosa de respeitar sentimentos alheios, verdadeiros, ou não, é também a de evitar conspurcá-los com comentários que me envergonhem ou a quem os receba.
...E foi escrevinhando que lutei contra o tédio sentido no momento. Espero que não tenha sido acto totalmente vão.
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