O último domingo do ano apresentou-se luminoso, mas batido por um vento agreste que descia das serras em direcção ao planalto. O sol esparzia luz através dos longos tentáculos das árvores, num céu insuportavelmente azul.
Apetecia sair para a manhã, mas a noite complicara problemas de brônquios que se tornava conveniente resguardar de agressões externas. E desistir de um passeio é já um lugar comum, no inverno, porque faz demasiado frio e, no verão, porque faz calor.
Tantas são as limitações de um pobre e mesquinho ser humano que vê passar o dia através da janela...
Quando o sol descer no horizonte despedindo rapidamente o dia, a temperatura iambém desce de repente e há que depender da luz artificial. Os pássaros, escondidos nos ramos das perenes, não se chamam entre si - quase deixei também de os ver, mesmo quando desço para os alimentar.

Está por um fio a quadra do Natal. É lindo quando chega, dá trabalho e despesa - pelo menos para agasalhar a família - e depois traz cansaço e a pouca vontade de desarrumar tudo de novo, a começar pelos enfeites luminosos recuperados dos baús a cada ano que passa, num cumprir do ciclo e assim é que é bom.
Contudo, cada bola colorida representa o reacender de ilusões desfeitas. E assim se chega ao NOVO ANO e já nem há vontade de desejar seja o que for a não ser saúde, base de felicidade para os amigos e para todos os que mais amamos.
E assim vão acabando as festas; e acaba o domingo; e vai, amanhã, acabar o ano.
Um BOM ANO DE 2019
PARA TODOS!...


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