Apontamentos...



Estes são alguns apontamentos fotográficos da minha "quintinha das pedras" que me surgiram mesmo agora ao procurar imagens para uma postagem que pensava fosse bem diferente desta. Então, resolvi aproveitá-las e escrevinhar algo sobre elas.



Este ano foi ano de flores e como, praticamente, não choveu, as pragas como o míldio e certos outros tipos de cochonilha não nos infernizaram tanto a vida. E, depois, tratámos tudo à base de vinagre de maçã e outras mistelas caseiras, como sabão e cascas de ovos. Há capacetes brancos espetados em paus, quais soldadinhos espalhados pela superfície do quintal e mesmo do jardim... E parece dar resultado a estratégia, pois continuo fiel ao lema de não usar produtos químicos... e as pragas estão a retroceder.

 

 Assim, as hortênsias floriram fartamente e só sofreram as que ficaram expostas ao calor castigador de um sol  cem por cento directo. Aprendi que são plantas que, para sobreviverem nas melhores condições, precisam de temperaturas bem mais amenas do que aquelas a que a minha região do interior-centro-norte tem estado ultimamente submetida. Se até eu sofro com as alternâncias profundas de temperatura e não estou presa a coisa nenhuma!... Como elas, coitaditas, à terra!


 Não sei o nome destes macetes, mas plantei-os, cresceram e encantaram-me! Pela cor, pela folhagem e pelo formato das flores fartamente visitadas pelas mamangavas!...



As dálias, também fustigadas pelo sol, desenvolveram-se e deram, e continuam a dar, flores de fino recorte e bem bonitas! Misturadas às pedras, cresceram rodeadas por elas e só pedem um pouco de água diariamente para continuarem a viver. Murcharão com as primeiras geadas, mas - milagre da natureza criadora! - para o ano crescerão mais altas, mais fortes e em maior quantidade para prazer dos nossos olhos embevecidos!


Este girassol meio despenteado foi um dos muitos que nasceu por aqui espontaneamente. Atrás dele há uma tangerineira bem pequenininha, que ainda tem o B.I. dela agarrado ao delgado tronco... E, lá ao fundo, o montinho branco é a casota de uma pequena cobra e de uma família de lagartixas... A cobra  só a encontrei lá em princìpios de Dezembro do ano passado; porém, as sardaniscas  essas saltam de lá ao fim da tarde quando se anda a regar. E são bem giras!...


Estou contente com a minha quintinha...apesar das pedras e pedregulhos. Nela vi crescerem as couves, os nabos, os rabanetes, as batatas, as ervilhas, as favas, as framboesas, os morangos, as cebolas, o feijão verde, a rúcula, a alface... que saboreámos e demos a saborear. Agora é tempo de feijocas, abóboras, courgettes, de physalis, de tomate...e de meloas, melão e  melancia. Das primeiras já colhemos duas que eram um espectáculo de odor e sabor! Os seguintes estão a desenvolver-se ao seu ritmo... Veremos como se portam!...
Tudo isto foi plantado ou semeado  apenas a partir da última Primavera. Só as árvores e as roseiras, o buxo, e outros arbustos, foram colocados na terra no Outono. 
É este o meu pequeno paraíso nesta terra de ninguém que tem cativado o meu interesse e que criei a pensar nos meus irmãos passarinhos, parafraseando o santo de Assis que chamou irmão ao lobo feroz...
Tenho direito a esta paz, creio. É que de lobos - e bem ferozes que eu sei - está ainda povoado o universo de alguns dos meus pesadelos recorrentes.

1 comentário:

  1. Em crescendo o teu quintal que ainda não conheço, o jardim, esse sim, conheço e é realmente um pequeno paraíso de cor e diversidade.
    Quem sabe, para o ano vá de novo a Mortágua, e claro, não deixarei de passar por aí, mas tens que fechar os cachorros ahahahah

    Beijinho daqui até aí

    ResponderEliminar