Pour vivre heureux, vivons cachés.
Encontrei na net e tomei como pensamento de mais um dia cinzento, em que, contudo, ainda houve tempo de salvar de uma morte certa algumas plantas, ou de tentar prolongar-lhes a vida. Uma delas era um ainda pequeno abeto que espero cresça e se torne uma bela árvore frondosa que acoberte sob a sua copa os passarinhos meus vizinhos quando eu já aqui não estiver.
Não sei, de facto, se para vivermos felizes temos que nos esconder, ainda que a felicidade de uns seja razão de inveja para outros e há que ocultá-la para não se incorrer no desagrado do pseudo-amigo ou amiga, que nunca se sente contente consigo nem com o mundo e tem sempre os olhos postos no que lhe não pertence.
É triste, mas há gente assim.
Lutei toda a vida contra esta comesinha realidade desejando- a mentirosa.
Claro, isto na idade da inocência, de que gostaria de nunca ter acordado.
Porém,a tónica do conceito apresentado acima reside na necessidade da paciência, como dizer... serenamente iluminada, que deve presidir à atitude do homem em sociedade, perante o difícil contacto com o seu semelhante, sobretudo quando este não assume as mesmas ideias, ou idênticos preconceitos.
Torna-se difícil colocar-se alguém no lugar de quem de nós discorda com acrimónia e nos apresenta razões que de modo algum nos convencem. Mas perder a serenidade de espírito não ajuda a convencer ninguém, mesmo que os nossos raciocínios sejam naturalmente peregrinos como razão pura. Pelo contrário, é a forma mais comum do inicio de um grave conflito.

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