Collher tomate...



Hoje, ao fim de uma tarde de sábado sufocante e ofuscante pela insuportável claridade, desci a apanhar tomate. Sentia-os quentes nas mãos e nem a brisa fresca da tarde que caía os tornava mais frescos.
Muitos, dos maiores e mais pesados, tinham já fendas abertas pela calor excessivo. Teremos de  aproveitá-los para confeccionar compota ou massa de tomate para dar cor aos cozinhados e sabor às sobremesas de inverno para consumo próprio ou oferecer à família e aos amigos.Até agora só podia oferecer flores, ou ervas de cheiro. E levar as folhas duras das couves aos pavões e patos do parque. Ficam tão contentes que nos perseguem assim que nos pressentem. E até convivem bem com os nossos cães: não lhes fogem , nem fazem barulho quando os pressentem e aqueles comportam-se com estes da mesma forma civilizada.
Tantos seres ditos humanos precisavam aprender com os bichos certas regras de tolerância...
Desse modo, quando nos visitarem, levarão consigo um pouco do sabor ao sol e ao solo - trabalhado com dedicação e amor a cada ser que por lá habita - da nossa quintinha das pedras.

Sem comentários:

Enviar um comentário