Sempre amei o sol intenso, mesmo quando se me tornava difícil suportá-lo; e me apaixonei pelos verdes, amarelos, roxos, azuis, rosa e vermelhos das flores da Primavera. Mesmo quando a chuva os regava, fazendo-os chorar de emoção contida,assim como nunca notei que o pólen me incomodasse quando rodopiava, levado na dança do vento, ou tingia de pó amarelo a água que corria nas valetas, mesclando o seu odor ao da terra recentemente aquecida pelo sol .
Porém, tanto quanto me recordo, nunca o sol brilhou tão intensa e demoradamente nos céus como nos deste mês de Abril, ora temperado pelo verão, ora arrefecido pelo frio.
Mas, a chuva... fez-se desejar, como louca donzela com vergonha de chorar penas por desilusões de amor.
Ainda houve flores penugentas de acácia mimosa, flores de trevo, malmequeres, miosótis, rosas e amores-perfeitos... Só não sei até quando, porque as chuvas primaveris têm feito greve no ano em curso.
Abril- águas-mil, por ora, já era...
E desconfio que o Maio das intensas trovoadas que deviam fazer rebentar a água das nascentes vai passar sereno e agradável para o turista se deleitar, passeando, e vendo... relvados verdes e jardins, nos burgos, agora regados pela água da companhia e muitas belezas bucólicas à míngua dela com sério prejuízo para humanos e outros animais.
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Já nem a Primavera respeita a tradição...
...Estamos bem lixados.



Se estamos, eu diria até que estamos bem lixados ahahahahah
ResponderEliminarBeijinho Mariazinha